

Sexta-Feira: Ritual do Agora
à dia dourado, véu entre eras,
tecido de vinho, pĂŁo e altar. Na Antiguidade, eras consagrada a VĂȘnus. Hoje Ă©s bebida em taças azul-elĂ©trico. O corpo dança. A alma repousa. Ă o ĂȘxtase do cansaço transformado em festa, o suor do trabalho tornando-se libação. O futuro se tece neste instante, em risos, em pele, em copos erguidos. Celebrar-te Ă© sagrado. Ă o simples rito de existir, de morder a vida com dentes ĂĄvidos. O amanhĂŁ Ă© argila em nossas mĂŁos. Hoje moldamos o eterno. Sexta Ă© palimpsesto de prazeres, escrito a vinho, suor e luz. Cada Ă©poca te beija de maneira distinta, mas o cerne permanece. Gozar a vida Ă© ofĂcio sagrado. O futuro Ă© argila quente entre os dedos, modelada no agora, no suspiro, no abraço. Celebrar Ă© resistir. O riso de hoje ecoa na eternidade.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 01/04/2025
Alterado em 11/03/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |