

Tintas do Tempo
Ontem foi tinta, hoje é papel.
O passado, mestre rude, escreveu lições no céu que o presente desenha nu. Cada queda foi semente, cada noite, prenúncio de sol. Não há dor sem aprendizagem, nem futuro sem arrebol. Ergue os olhos, varre o medo. A semana é um rio a correr. Pisa firme no segredo. O amanhã é verbo ser. Não recues, não hesites. O tempo é sopro a dançar. Teus pés são raízes e o mundo, chão a plantar. O ontem, farol aceso. O hoje, pincel na mão. O futuro é verso surpreso que escrevemos lado a lado como canção cantada ao coração.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 01/04/2025
Alterado em 11/03/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |