D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos Ă© minha histĂłria em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Hoje a poesia esta de luto, no Baile das aspas
a censura que cala
como mĂĄquinas de coser mentiras
com agulhas de prontuĂĄrio hipĂłcrita

Papo reto.
Desviaram a palavra.

Palavra nĂŁo faz curva.
Nas voltas dos argumentos
censuraram o poeta
e esquartejaram a voz do povo.

ViolĂȘncia brutal
quando a histĂłria narrada por lĂĄbios de pele alva
remonta os fatos
apenas para conservar o poder.

Hoje a poesia estĂĄ presa.

Assaltaram o imortal.
Roubaram-lhe o assento na academia.
Atiraram as letras eruditas ao lixo
para esconder o flagrante.

Palavras nunca voltam vazias.
Esta voltou com gosto de sofrĂȘncia
e pitadas de funk erotizado.

Hoje a poesia tem medo.
Eu também teria.

Entre quatro paredes
lavagem cerebral em horĂĄrio nobre,
sentimentos lobotomizados
por novelas brilhantes.

Por onde anda o Zé do Caroço?

No baile das aspas
jĂĄ nĂŁo se trata de embranquecimento.
Trata-se de transformar gente
em massa de manobra.

Funcionou.

Olha a poesia acuada no canto,
chorando sobre o cadĂĄver putrefato
da palavra.

O chamado continua piscando.
A distração também.

Fecham-se as aspas.
Mas a bala
jĂĄ atravessou a pĂĄgina.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 24/04/2025
Alterado em 22/09/2026
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