

Uma voz única na noite estrelada (falsas narrativas do “fenômeno da vida”)
Caríssimo eu:
Cada estrofe de Cronus é uma etapa da consciência amadurecendo diante da vastidão do existir. Se amadurecer, permita-se brilhar. O céu é o limite para pequenos sonhos, assim como o fundo é a fronteira para quem mergulha de cabeça. Mas, se cavar um pouco mais, o resultado é mais ou menos o mesmo. O fundo é espelho do céu quando se cava com os olhos. Porque, se as asas não te sustentam para voar, construa um foguete movido à perseverança e foco e tente enxergar além da atmosfera das atribulações. Você descobrirá que existe um sol para cada um na imensidão do vácuo frio do escuro universal. Mas, se é para viver, limite a falsidade de sua autocrítica com muros feitos de crença no minuto seguinte aos atos cotidianos. Quando buscar redenção, tenha em mente: o acaso já estava nos seus planos, você só não tinha contado para o seu eu. Será que nossas quedas e voos são medidas da mesma jornada? Isso talvez te mostre que passado e futuro são asas do presente, sempre em transformação. E, sobre o espaço, se tiver um cantinho ali, eu me ajeito, um leito de fluxo astral, ponte sideral para um amanhã com sabor de hoje, mastigando o tempo e cuspindo a falsa sensação de eternidade. Não são estrelas o que você vê sobre essa pretidão cósmica, densa. São lágrimas e suor da minha história. Último pensamento… Tenha uma voz única, que misture dor e esperança sem romantismo fácil, na noite estrelada com vórtices de movimento, onde a escuridão não apaga, mas contrasta a luz. Reflexão final para cérebros alheios e surdos à sinfonia do imatérium: A soma do tudo ou nada na batalha entre sentimento e razão é não se render à superfície, é aceitar a dor sem virar mártir, é evoluir com ela e construir sentido num universo que não te deve explicações, mas que exige devoção quando te dá, em enigmas, o conhecimento. Adoração submissa para a entrega, com subjetividade coloquial, enquanto sua curiosidade é rédea e chicote. Epílogo: Seu silêncio é um buraco negro onde as palavras são engolidas na supernova de um pensamento. Porém, não sangre seu consciente, nem seja heresia de sua alma expor os rios secos e abstratos da fraqueza humana.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/05/2025
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