

Cordel Sonhado para a musa cabocla de um Ícaro negro
Hoje o sol me despertou,
e eu não estava numa rede. Para minha agonia, jazia um vazio ao meu lado nessa cama fria. Ela, nos meus sonhos, me acolhe numa relva. Tão divinos os seus rugidos, no despertar dos sentidos, quando desbravo seu corpo e me banho em lago cristalino. Ternura selvagem. Um desejo sincero de amor que seja abrigo do fogo que liberta os instintos. O tipo de paixão que cuida e devora ao mesmo tempo. E é uma entrega tão grande, um romance de cordel, uma caçada pelo êxtase do amor, onde o fim é o momento em que o malvado sol me despertou. Refrão (2x) Ai, se eu tivesse uma cabocla assim, uma felina que cuidasse de mim… No nosso ninho me entregasse uma surpresa… e me amasse como se eu fosse uma presa. Recital do poema Ternura selvagem. Um desejo sincero de amor que seja abrigo do fogo que liberta os instintos. O tipo de paixão que cuida e devora ao mesmo tempo. Uma fêmea potente, mas não perigosa, com cheiro de terra molhada, terreno fértil onde eu quero plantar meus versos mais carnais. Eu sei, ela não me pertence, mas no mundo dos sonhos eu sou dela, que me devora toda noite bela e aprisiona meus desejos. Sua gruta, minha cela. Um luar sábio me disse, antes de eu cair no sono dos amantes: Não voe tão perto. Mas eu já nasci pra desobedecer. Deito a cabeça nesse tom de destino inevitável. E por que me castiga, ó sol, ao me despertar todas as manhãs? Meu desejo é asa de cera que derrete no seu calor. Mas que loucura… eu sonharia infindamente de novo, mesmo sabendo do fim. Refrão (2x) Ai, se eu tivesse uma cabocla assim, uma felina que cuidasse de mim… No nosso ninho me entregasse uma surpresa… e me amasse como se eu fosse uma presa.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/06/2025
Alterado em 22/04/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |