

Caminhos da alma (Carta ao “criador”)
Querido controverso, emulado pela fé…
Na beira do tempo, eu paro e penso em quantos passos caminhei em silêncio. O mundo grita, mas eu escuto a voz do vento no meu peito oculto. As dores dançam entre os olhos meus, feito orações esquecidas por Deus. Mas sigo inteiro, mesmo despedaçado, porque a alma é fogo sagrado. E o sagrado não se extingue, ele se expande na obscuridade dos anseios que escorrem no reflexo dos olhos que tudo viram, sem ter pertences, posses, só uma parcela biológica do corpo de marionete que o aprisiona. A alma caminha por entre ruínas, mas ainda assim é templo. O corpo, mesmo sendo matéria, segue cúmplice e escravo, se deleitando dos prazeres que só os sentidos ratificam. A ausência de respostas divinas não silencia a chama do sagrado. E talvez a grande revelação não esteja na fé… …mas na dúvida resistente que se recusa a morrer.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/07/2025
Alterado em 23/04/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |