

Se é para provar algo, que seja para o meu ego
Não são só palavras num poema.
Orgulho. É assim que me curo dos traumas da incompreensão familiar e da opressão de todo um ciclo de vidas com telhado de vidro, que, desde o meu nascimento, usaram minha existência como escudo para desviar as pedras lançadas contra eles. Hoje, livre dessa pseudoeducação dogmática e enxergando a vida sem olhar de viés… Sou livre. Sou músico. Sou poeta. Tudo isso sem temer o veneno dos dedos que me julgam, apontando meus passos na soberba de vidas frustradas. O marginal profetizado do passado, o ser que sempre comeu calado, mas sem perder a sanidade curiosa. O pão que o diabo me deu, não por caridade, e sim por obrigação de parentesco. Hoje, não sou refém desse passado. Pelo contrário, estou fazendo a dissertação de mestrado desta história. Se escrevo para sobreviver, leio para matar a dor que devora o meu passado. Pois, no futuro, ele será as lições para sobreviver ao presente. Enigmático. Libertar, que será libertador.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 12/08/2025
Alterado em 23/04/2026 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |