

Pela fresta da luz do seu sorriso
O sorriso dela não é leve por acaso.
É construção. É coisa erguida com as próprias mãos, depois de muita queda. Ela já conheceu o peso do mundo nos ombros, o olhar que invade, a palavra que fere, a tentativa constante de dobrar sua existência em nome do medo, do controle, do silêncio. Mas ela ficou. Inteira. O sorriso que hoje nasce em seu rosto não ignora o passado: ele o atravessa. É cicatriz que aprendeu a brilhar, é resposta sem grito, é vitória sem alarde. Quando ela sorri, não é para agradar, é para respirar. É porque escolheu viver mesmo quando tudo tentava apagá-la. Esse sorriso ilumina o caminho dela e aquece quem caminha ao redor. Não porque ela deva luz a alguém, mas porque a luz brota quando a dignidade vence. Ela está de pé. E sorri. E isso, por si só, já é revolução.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 15/02/2026
Alterado em 24/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |