D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Corre, que lá vem a histeria…
Meu eu, companheiro de tantas ofensas,
sente-se aqui, que vamos conversar.
Porém, na pior das hipóteses,
enfie a cabeça em um buraco
e deixe a cauda de pavão à vista,
que isso pode doer.

Hoje passei a noite pensando
no quanto a falsidade humana
é um ácido que corrói o mundo,
destrói amizades
e alimenta o ego vazio daquele que,
em silêncio, maquina a decadência alheia.

Também pensei naquele velho dito popular que diz:
quer ver a real face de uma pessoa,
dê poder a ela,
que o peso da sua soberba fará a máscara cair,
revelando o seu eu verdadeiro.

A voz do povo é seu subconsciente,
e não a voz de Deus.

É por isso que me causa incômodo
a esquizofrenia do passivo-agressivo.

Hoje faz frio aqui fora, porém, dentro de mim,
há tanto calor e vontade de mudar o mundo.
Mas não é na minha eloquência
de poeta que isso se resolve.

Algo me vem e me diz:

Sanidade, não ferva sentimentos.
Tenha calma. Ele não quer ser mudado.

E eu respondo, ao mesmo tempo em que,
incomodamente,
me pergunto:

O que é isso, companheiro?

Eu não sou surdo ao ponto de não enxergar
o odor das palavras dos que conspiram
nas sombras e só colocam
o rosto ao sol para me chamar:

amigo…?

É só isso que eles suportam do brilho
natural das coisas.
Porém, inconscientemente,
eles sabem que nunca serão.

Porque, para ser,
é preciso abraçar a verdade e,
ao fazer isso, automaticamente,
a incompetência te serve uma gota de clareza.

Agora bebe da luz e vira cinza.

E, quem sabe,
a fênix que você aprisionou
por querer ser quem não pode renasça
e te faça um ser humilde,
despido das mentiras que a fama
cozeu para você.

Legal, não, caríssimo?

A vida requer mais.

Isso é humanismo do som,
não criação que habita no amarelo dos dentes,
nessas horas gotejando elogios
enquanto mordem a língua.

Isso passa quando a alma é cega.

Aqui, hoje,
a temperatura é treze abaixo de zero,
porém um sorriso aquece o ar por onde eu passo
e convida o sol a cantar mais uma sinfonia
na aurora dos tempos.

Agora rebobine tudo escrito até aqui,
eu…

E saio de mais uma leitura crítica convicto
de que construí mais um degrau para
o meu epílogo.

Ais de uma antologia crônica,
onde o aqui jaz, jamais.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 19/02/2026
Alterado em 25/09/2026
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