

Tríade do F, vai sem medo.
Digníssimo calafrio,
que, ao olhar o relógio, você aproveita para habitar minha barriga. Que queres? Intimidar meu eu… Já que você veio, cala-te e escuta. Errar é viver, e só não vence quem fica parado. Por quê? Porque tentar faz parte do aprendizado. Há dias em que a vida não pede explicação. Pede postura. Força não é grito, é constância quando ninguém aplaude. Foco não é rigidez, é saber onde pisar mesmo com o chão tremendo. Fé não é promessa vazia, é a coragem de seguir mesmo quando não se acredita em deuses, mas ainda se aposta no amanhã. Até o ateu carrega fé. Fé no método, na dúvida, na lucidez que nega milagres, mas confia no próprio passo. Desacreditar também é um ato de fé quando se escolhe pensar em vez de se ajoelhar. Quem caminha sem força se cansa. Quem anda sem foco se perde. Quem vive sem fé, mesmo negando-a, se entrega antes da travessia terminar. Não importa a ordem. Força, foco e fé se revezam como pilares de um mesmo corpo em movimento. Quando uma falha, as outras sustentam. A semana está aí, aberta, imperfeita e viva, esperando você desbravar os limites que essa nova chance ousou lhe oferecer. Vai. Com o que você tem. E com tudo o que ainda vai construir. Então, calafrio na barriga, chegue para o lado e dê espaço para minha obstinação. Se ela impulsiona, você pode me oferecer bom senso.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/02/2026
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