

Sentimentos manufaturados na fogueira vertical
Se quiser, amor,
tambĂ©m posso te mostrar uma coisa muito interessante: solidariedade. E para vocĂȘ que me consome sĂlaba apĂłs sĂlaba, esteja atento aos ciclos. Porque, no inĂcio, o nada pariu a esperança furtivamente. Isso funciona quase como um coro de tragĂ©dia, como se os homens celebrassem antes da revelação do crime. Para o mundo, isso revela algo muito inteligente sobre a prĂłpria arquitetura da sociedade. E quando um braço estende ao outro a brasa do que sente, acende-se no escuro uma fogueira vertical. Ali dançam os que sobram, os que colhem o chĂŁo, e a noite, mesmo vasta, jĂĄ nĂŁo pode com todos. VĂȘ: o amor Ă© uma casa com as portas abertas ao vento, onde a esperança planta jardins nas frestas, a solidariedade tece as redes que seguram o tombo e a empatia, silenciosa, acende os candeeiros nos porĂ”es. No fim, somos isso: raĂzes que se encontram no escuro e florescem juntas na direção de qualquer luz. Se quiser, mas sĂł se vocĂȘ quiser⊠Posso ajustar o tom ou a mĂ©trica, mas o que eu nĂŁo posso fazer Ă© mudar sua vida. PorĂ©m, se o dom dessa oratĂłria te guiar a algum consenso comum, seja simples e observador. Porque, para chegar ao topo, Ă s vezes Ă© preciso descansar o ego em degraus baixos, para nĂŁo exaurir a vontade. Dreno das emoçÔes. Um banho de ĂĄgua fria na fogueira vertical.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 09/03/2026
Alterado em 24/04/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |