

No seio das mãos unidas, atemos o mundo
Vontade, você que é fruto dos dias
em que me deitei de alma desnuda com a esperança, escuta. Porque cada palavra neste emaranhado pode prolongar a tua vida. O dia nasce como um rio que aprende a correr entre pedras. Não briga com os obstáculos; contorna, insiste, segue. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, para não dizer que não falei da força que as águas têm. Sejamos límpidos e transparentes como ela. Que hoje sejamos como árvores numa mesma floresta: raízes diferentes, mas entrelaçadas debaixo da terra, sustentando umas às outras quando o vento sopra mais forte. A resiliência é o tronco que não quebra. A cooperação é o bosque que cresce junto. A empatia é a sombra onde o outro descansa quando o sol pesa demais sobre os ombros. Respeito é o silêncio sábio das montanhas: não precisa gritar para ser grande. Que neste novo dia cada gesto seja uma semente. Porque, quando muitas mãos cuidam do mesmo jardim, até os terrenos mais áridos aprendem a florescer. Porque há dias em que o mundo escapa das mãos… O mundo não cai quando pesa. Cai quando a sustentação é solitária. Se no meio do caminho existir uma pedreira… Caminhemos juntos. O mundo pesa menos quando ninguém precisa carregá-lo sozinho.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 11/03/2026
Alterado em 24/04/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |