

Poda do eu
Que o dia amanheça como poda necessária no jardim da alma.
Há galhos que precisam cair para que a luz encontre o tronco. Nem toda perda é queda; às vezes é caminho mudando de direção. Há travessias em que os pés se cansam e a vida ensina a caminhar com as mãos, tocando o chão para sentir que ainda estamos vivos. Que hoje você aceite o que parte sem transformar em vazio. O que vai embora abre espaço para o que aprende a ficar. Respire fundo. Até o rio precisa perder margens antigas para descobrir novos desenhos de horizonte. Então, Corte as pernas e aprenda a caminhar com as mãos. Talvez o mundo de ponta-cabeça faça sentido. Talvez… Se a timidez te diz, com uma voz viciante, “pare”, corte o cabo dos freios e deixe seu ego pisar no acelerador da vida. Mas cuidado, que balão com muito ar explode…
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 19/03/2026
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