

Bailado entre o caos e o pulso
No meio do barulho do mundo,
onde o medo faz morada, há um fio de lucidez que insiste em não ser nada… mas é tudo que nos resta pra não perder a estrada. A vida sopra baixinho no peito de quem resiste, é chama que não se rende mesmo quando tudo é triste, é semente na fissura do chão que ainda insiste. Há quem venda o próprio sonho por moedas de ilusão, e levante muros frios com tijolos de ambição, mas quem planta a ganância colhe guerra no chão. E guerra não traz justiça, traz silêncio e cicatriz, é um grito sem resposta numa terra que se diz civilizada por fora, mas por dentro se desfaz em gris. Por isso, guarda teus olhos na clareza do sentir, não deixa a névoa do ódio te ensinar a desistir, cada segundo é um pulso pedindo pra existir. Se o mundo perde o juízo, seja o ponto de razão, seja abrigo no caos e ponte na escuridão, porque viver é coragem em estado de atenção. E quando a noite pesar sobre o corpo já cansado, lembra: até o sol se esconde pra nascer mais preparado, e a vida, mesmo ferida, nunca deixa de ser lado.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 27/03/2026
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