D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Ordem de despejo à toxicidade
Há portas que não se batem.

Há corpos que não se invadem.

Não.

Não é ausência.

É território sagrado.

É fronteira que pulsa vida.

Respeitar é não atravessar,
nem com os pés,
nem com os olhos,
nem com a insistência disfarçada de afeto.

E há mentes que não são abrigo de entulho.

Não despeje suas tempestades
em quem já luta para manter
o próprio céu de pé.

Cuidado.

Nem toda escuta é convite.

Nem todo silêncio é permissão.

Há dignidade no limite.

Há amor no recuo.

Há força em não invadir.

Aqui jaz o teu fel,

barriga de choros venenosos,
morada de gemidos.

Encarnação viva
do que pesa no espelho.

Carne que insiste
em ser assombro da luz.

Vai.

Rumina a espinha
do teu princípio.

Embriaga-te
com a migalha que colheste de mim.

E, ao te fazeres pó
sob o sol da minha vigília,
sob o céu da minha lucidez,

reconhece:

que o que em mim é chão de bondade
não implora
por pegadas vazias de si.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 07/04/2026
Alterado em 29/05/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras