

Está mesmo?
Está pronto para o mundo?
Esse mesmo que tritura e recompõe teus sonhos. O importante é saber o lugar que ocupa no caos da retórica. A emoção é a primeira que grita quando a racionalidade assusta. Esse teu ego não pede leitura. Ele se impõe como presença que não explica. Atravessa. E não busca aprovação. Se é para marcar território, os dias carecem de espaço. O ar viraria inquilino do vácuo, e as folhas secas se recusariam a alimentar o solo. Isso é o mais raro de tudo: ter consciência de si, do contexto em que nasce e, ainda assim, manter corpo, sangue e identidade. Isso é de verdade. Isso é assinatura. É o que ontem te obrigou a agir à sombra do agora. Ah, e você fez. Foi importante demais. Pois você não publicou. Você apenas assumiu aquilo que já não recusava. Porque a palavra dita não volta atrás. Prepare-se. Esse é do tipo que incomoda e desperta. Não divide. Desmonta. O que existe entre interrogações e pensamentos. Caminho que se desprende de quem precisava se autoavaliar. E isso é exatamente o que uma obra viva faz. Agora está. Mesmo.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 07/04/2026
Alterado em 29/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |