

Se te interessa ler, viva
Ao que habita Ă sombra
no reflexo do espelho do onipotente. Para vocĂȘ, para mim ou para todo o mundo. Tanto faz. SĂł tente enxergar com olhos despidos de conceitos. VocĂȘ sabe que hĂĄ dias em que a alma racha por dentro e ninguĂ©m ouve o estalo. Pois ao covarde que colhe cacos de vida, nĂŁo importa como vocĂȘ temperou suas horas. Choro ou gargalhada, ao faminto por ais alheios, pouco importa. Ele quer lamber atĂ© o Ășltimo pingo da sua travessia no asfalto dos que se ajoelharam. Mas Ă© nesse silĂȘncio que nascem os ossos da coragem. Quem tem o miolo ainda Ășmido se desfaz em repouso sob o clarĂŁo que o chama pelo avesso. VocĂȘ nĂŁo Ă© o que tentaram quebrar. Ă o que insiste em se reconstruir, mesmo sangrando por dentro. Seja abrigo quando o mundo for lĂąmina. E ponte quando alguĂ©m sĂł encontrar abismo. Porque resistir jĂĄ Ă© grandeza. E sentir⊠ainda Ă© o que nos salva. Agora que recitaste toda esta enlouquĂȘncia⊠Seja tu o medo que abala a força quando ela tocar a sonata dos tiranos. Faça o tanto que te cabe na parcela dos dias.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 09/04/2026
Alterado em 29/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |