

É “sangue puro”
Metapoema
Vezes em que me deito com o poema, é impossível que meu gozo não quebre a quarta parede. Falar da própria poesia, revelar o processo de criação e discutir, olhando nos olhos do espelho, o papel do poeta que questiona a função do poema. Soa explicativo, eu sei. Mas não pode ser meta o que não explica o caminho. Incluir o leitor dentro dessa orgia de letras, no ato da cama quente e aconchegante da leitura. Sente na nuca o bafo quente da minha declamação. E o banquete para o qual te convido habita minha consciência. Deleita-te, se quiser. Isso é essência que anseia escorrer em teu entendimento. É sangue puro para quem tem sede literária
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 12/04/2026
Alterado em 29/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |