D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

É… a gente dança conforme a música
Você que bate à minha porta.

Revisor que indica
que o viver também requer apontar
onde as horas correm o risco
de se perder no passado.

O hoje.

Chegou com a nota na mão…

E aí você grita:

Eu não pedi para dançar.

E quem pede?

Não.

O maior risco da festa
é a exuberância imagética das vestes
com que a esperança se lança ao baile.

Tic-tac.

Corre rápido,
lembrando que há muitos campos simbólicos
operando ao mesmo tempo,
sob a luz do sol
dos que guerreiam por mais um dia.

Na maior parte,
o leito suporta o rio.

Mas há horas
em que o transbordar ronca
antes de ser espuma.

E quase sempre
a mesa aguenta o banquete.

Só que, de vez em quando,
o muito quase engasga
o que ainda quer ser festa.

E, em alguns momentos,
a abundância quase ameaça
virar saturação.

Ou seja,

a velha retórica
de que tudo é belo
justamente porque é rico.

Mas essa riqueza
precisa ser administrada
para não se transformar
em excesso decorativo.

Casca de vácuo.

Ou coisa pior:

almas famintas
que mendigam um todo universal

sem sequer terem pisado
toda a superfície da Terra.

Mas posicionar-se diante do espelho
sem arder no reflexo oco
que a moral reveste

tem seu preço.

Ainda assim,

o saldo é alto.

Muito alto..
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 13/04/2026
Alterado em 29/05/2026
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