

É… a gente dança conforme a música
Você que bate à minha porta.
Revisor que indica que o viver também requer apontar onde as horas correm o risco de se perder no passado. O hoje. Chegou com a nota na mão… E aí você grita: Eu não pedi para dançar. E quem pede? Não. O maior risco da festa é a exuberância imagética das vestes com que a esperança se lança ao baile. Tic-tac. Corre rápido, lembrando que há muitos campos simbólicos operando ao mesmo tempo, sob a luz do sol dos que guerreiam por mais um dia. Na maior parte, o leito suporta o rio. Mas há horas em que o transbordar ronca antes de ser espuma. E quase sempre a mesa aguenta o banquete. Só que, de vez em quando, o muito quase engasga o que ainda quer ser festa. E, em alguns momentos, a abundância quase ameaça virar saturação. Ou seja, a velha retórica de que tudo é belo justamente porque é rico. Mas essa riqueza precisa ser administrada para não se transformar em excesso decorativo. Casca de vácuo. Ou coisa pior: almas famintas que mendigam um todo universal sem sequer terem pisado toda a superfície da Terra. Mas posicionar-se diante do espelho sem arder no reflexo oco que a moral reveste tem seu preço. Ainda assim, o saldo é alto. Muito alto..
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 13/04/2026
Alterado em 29/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |