

Cerson Machado, Fernando Pessoa e Eu, na resenha do Inteiro
Não se divida para caber.
O mundo já tem fragmentos demais tentando se passar por inteiros. Há uma grandeza silenciosa em ser por completo até no gesto mais pequeno. O mínimo carrega o infinito quando feito com presença. Não economize alma no que suas mãos tocam. Não negocie essência para facilitar caminhos. Ser inteiro não é excesso, é precisão. É não deixar partes suas esquecidas no caminho por medo de não ser aceito. Porque o que você faz não é maior do que você é. Mas, quando você se coloca por inteiro, até o pequeno se torna vasto. E, no fim, é isso que fica: não o tamanho do feito, mas a inteireza de quem fez. E aqui, ao ungir o pequeno verso com a fala de um gigante, você faz nascer outro…
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 16/04/2026
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