

A quebra da corrente é libertadora
Caríssimo, você que me chama de amado…
Amado, verbo que afaga meu déficit de atenção. Lembre-se: a vitória já começa após o primeiro passo. Depois… é só aprendizado e crescimento até conquistar o foco. Ontem me tocou muito uma fala: precisamos ser humildes. Mas o que é ser humilde para a humanidade nos dias de hoje? Bom, eu prefiro ser lúcido nas minhas ações e empático com o mundo que me cerca. Quando eu digo ser lúcido, é claro que estou dizendo ser racional. Pois existem tantas palavras humildes expelidas de bocas que conspiram o mal na humanidade e que, muitas das vezes, enviesadamente, nos fazem confundir humildade com submissão. E nos subjugamos voluntariamente, achando que isso é humildade. Raciocinar sobre essas últimas linhas me faz entender que o ego, na história humana, tem sido libertador e evolutivo. Prefiro ter o peso que conheço do que viver sem a carga que ensina. Ser o rico que lembra da fome do que um camelo vazio que nunca aprendeu a guardar. Olha o cansaço que o simples carregou na travessia que não se alarga. Agora penso na dor que o pobre sofreu na passagem pelo buraco da agulha… Eu escuto o pobre se espremendo no buraco que a agulha fez… O problema nunca foi o camelo ou o fio, mas o que o pobre ensina na estreiteza da travessia: que não é o que se tem, mas o que se carrega na alma. Até aqui, nada pessoal. Mas… Olhe para trás e verá que as grandes viradas da sua vida foram quando você, por amor próprio, ousou ultrapassar os limites da humildade e deu seu primeiro passo, de cabeça erguida, para pegar o seu lugar ao sol. No final, talvez entendamos que o mundo atual não é dos humildes… só se você se permitir ser escravizado. O mundo é de quem ousa, mas sem perder a empatia… Mesmo assim, amado, não te negarei meus ouvidos. Nunca… Só o meu raciocínio.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 04/05/2026
Alterado em 10/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |