D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Entre Confronto e Dogmas
Até o instante parece perguntar:

Por que aceitar como verdade
aquilo que nunca foi questionado?

Quem sou
pertence claramente ao ambiente
que fecundou meu caráter.

Se penso demais,
não encontro resposta,
pois cada afirmação
me abre uma porta reflexiva.

Bom…

Limpe os pés
bem antes de entrar
nesta guerra de anseios,
para não infectar
a interpretação dos versos.

…Ou, quiçá,
macular a retórica.

Mas,
se as coisas não caminham
na direção da expectativa,
logo denominamos
o pai do problema.

O maior sofredor do inferno
é o diabo.

Literalmente…

O bucha perfeito da humanidade.

E digo mais:
ele segura os B.O.s do mundo
desde que ousou contestar…

Não que eu não acredite em Deus,
mas consigo entender o ateu.

Afinal,
no dia a dia,
só vemos e ouvimos
que a culpa é do anjo caído.

A mão que gravou dez sulcos
no túmulo do compromisso humano
é a mesma
que te devolveu a faca
de cortar o próprio caminho.

Te entregou o fio
do poder de escolher.
Soprou o norte
de poder ser sem rédea.

Mas ninguém entende
o livre-arbítrio.

Talvez não queira.

Por estar mentalmente acomodado
pelo que sai da boca
dos que materializam poder
em religião.

E por falar de poder…

Posso falar?

Eles comercializam a palavra,
escravizam sua personalidade
e ainda lucram
com a merda que você joga
no íntimo do sanitário…

Tá difícil ser lúcido
neste raciocínio,
mas corre o risco
de eu pensar mais.

Logo,
carimbam-me a fronte
com a marca de filho herege.

E me excluem
da sociedade celestial
do divino economicus.

Habemus Papam!

Alguém saiu feliz
da casa de apostas…

Já nós,

tapamos os olhos
como animais de tiro
e giramos a moenda.

A roleta
que dita o que você consome,
ao decidir
quem eleva o cérebro
à margem dessas águas turvas
de vícios,
para respirar.

Para, para, para tudo!

Tá, mas e agora,
como termino essa parola?

Não sei…

Só sei que,
se eu apertar o botão da descarga
ao desobstruir o que nos cega,

vou ficar aqui
jogando linhas
até que meus dedos sangrem.

Em memória
do que sempre foi dito,
mas nunca refletido
à luz dos olhos
do sol da manhã.

Confronte…

Liberte-se,
que será libertador.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 05/06/2026
Alterado em 05/06/2026
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