

Meu cérebro, papel e caneta
Imagem…
Invade minha retina Sequestra minha atenção. Papiro… Eu vi a chave. Descrevi a cor. Analisei o metal. Comparei com outras chaves. E não abri a porra da porta. Caneta… E da emoção que me salta os dedos. Resultado do ato furtivo da minha eloquência poética. Não me acovardo Tampouco prendo o meu riso Quiçá uma ponta de dor que navega em um rio de mágoas. Coisa do cotidiano. Não. Da clausura dos sentimentos, a liberdade do ser. Agora, mesmo com a porta fechada, eu vi a janela. Eu abri a janela. E eis que surge a poesia. Como o sol em uma manhã primaveril, em um coração que ainda abriga o inverno dos meus ais… E o tic-tac que fere o juízo, lhe dando corda, anda com pé de corte em volta do inteiro. Gira com sola de gume em torno do todo que lhe incita compreender e criticar. A emoção se bronzeia na luz do instante em sua plenitude atemporal.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 13/08/2026
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