

O Poeta e a Criação.
Frankenstein, me invejas,
porque não criei um monstro com os retalhos de minha vida. Criei o sorriso mais belo, mesmo com a sola sangrada dos passos da minha jornada. Eu já nasci um monstro aos olhos alvos como a tinta que escreveu a história. Essa elite cuspiu na minha sorte e amaldiçoou minha infância com suas caridades de restos. Búzios que foram jogados no tabuleiro dos encantados bem muito antes da travessia do meu povo. Sou eu, eco que atormenta o desprezo da sua consciência. O que te dá de comer letras que as suas vítimas soletraram por eras como cântico de vitória.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 07/09/2026
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