D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos Ă© minha histĂłria em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Baile das aspas ancestrais
Dançava na terra, em celebraçÔes,
com seus ancestrais no transe sagrado,
ao som do tambor.
AtĂ© que chegou o “sinhî”,
e o retinto que era livre
dançou.

Navegar nĂŁo foi chamado,
foi ordem.

Bagagem: só a fé,
a mente cheia de perguntas e memĂłrias.

E lĂĄ estavam, na travessia
que não foi pedida em oraçÔes.

Retintos ao mar.
Correntes nos pés, correntes nas mãos,
ao som do açoite, choro e fome.
Indagam se foi castigo


ÀgĂČ Mo jĂčbĂĄ
OriáčŁĂ !

No Valongo, jogados:
corpos vendidos, vidas desvalorizadas.
Fizeram-se raĂ­zes, sementes de povos
que preservam o giro do corpo.

YĂȘ, capoeira!

YĂȘ, Ogum!

No baile dos bantus e nagĂŽs,
os malĂȘs foram o eco das aspas do ontem,
que fez nascer o brado
do DragĂŁo do Mar.

YĂȘ, Chico da Matilde!

Chega de corrente, chega de comércio.
NĂŁo pode ser barato
aquilo que sustenta a histĂłria.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/09/2026
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