D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

Anatomía dos monstros
Eu,
réu confesso,
já fui um monstro.

E quem não foi?

Não vou passar pano.

Sim,
eu sei que você já foi.

Marginal, marginalizado, à margem
da porção de restos que aos seus deram de comer,
a boca
que o alimentava.

Monstro, monstro e monstro.

Dia comum na vida de um
infante retinto.

Chuva de palavras que lhe
ferem a pele,
mas não a alma.

Essa já foi quebrada
muito antes do nascimento.

Monstros nascidos sem passado.

Percebes?

Hoje, dentro de mim, não habita
uma fera.

Não mais.

Consciência de um anjo que chora
por ter domesticado a
escuridão ao devorar
o monstro.

E, mesmo com o estômago doendo,
mesmo vomitando açoites
em letras,
a sociedade se recusa
a me ver por inteiro.

Bom mesmo quando eu era
o monstro.

Né!

Segue o baile…
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 23/09/2026
Alterado em 23/09/2026

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