

No acender das luzes, o show acabou
âRespeitĂĄvel pĂșblico.â
Por dentro de cada homem existe um monstro que aprisiona um menino-canto. Fecham-se as cortinas. Mas mantenha a claridade dos seus olhos quando percorrer o caminho do porvir. Mas nĂŁo fique triste, sinhĂŽ da casualidade, se eu sobrevivi atĂ© aqui. Observe que nĂŁo foi por incompetĂȘncia do seu capataz fardado. Ele devorou muitos dos meus. Ainda escuto a sinfonia triste do pranto de mĂŁes de Ășteros ĂłrfĂŁos. Eu ainda trago no cĂ©rebro a marca do alvo do estande de tiros. O nome Ă© Jorge, mas, pra elite que pisoteia meu existir, o codinome Ă©: bola da vez. Sei que vai ter um fĂ©la que vai dizer em voz alva: Ă puro vitimismo. Mas o reverso da meritocracia Ă© o que incomoda. Preto com diploma, nem pensar. Ă muito pra vocĂȘ. Seu cĂ©rebro nĂŁo aguenta. A liberdade calçada de letras, desconstruindo a narrativa que ao meu povo deram como sentença. Afinal, toda galĂĄxia precisa de um buraco negro.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 24/09/2026
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