D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos Ă© minha histĂłria em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

No acender das luzes, o show acabou
“RespeitĂĄvel pĂșblico.”

Por dentro de cada homem
existe um monstro
que aprisiona
um menino-canto.

Fecham-se as cortinas.

Mas mantenha a claridade
dos seus olhos
quando percorrer o caminho
do porvir.

Mas nĂŁo fique triste,
sinhĂŽ da casualidade,
se eu sobrevivi
até aqui.

Observe
que nĂŁo foi por incompetĂȘncia
do seu capataz fardado.

Ele devorou muitos dos meus.
Ainda escuto a sinfonia triste
do pranto de mĂŁes de Ășteros ĂłrfĂŁos.

Eu ainda trago no cérebro
a marca do alvo
do estande de tiros.

O nome Ă© Jorge, mas, pra elite
que pisoteia meu existir,
o codinome Ă©:

bola da vez.

Sei que vai ter um féla que vai dizer
em voz alva:

É puro vitimismo.

Mas o reverso da meritocracia
Ă© o que incomoda.

Preto com diploma, nem pensar.
É muito pra vocĂȘ.
Seu cérebro não aguenta.

A liberdade calçada de letras,
desconstruindo a narrativa
que ao meu povo deram
como sentença.

Afinal, toda galĂĄxia precisa
de um buraco negro.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 24/09/2026
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