

Prosa em poesia
Obrigado pela honra de criar
esse laço, poeta. Seguimos pelo caminho das letras, com os olhos atentos Ă s palavras. Pois habita poesia naquilo que a retina aprisiona. E palavras⊠diz o vox populi, tĂȘm poder. Talvez por isso, poeta, nĂłs tenhamos esse estranho costume de nĂŁo apenas dizĂȘ-las. Mas de provocĂĄ-las, despi-las, virĂĄ-las pelo avesso do mundo que as vigia com aversĂŁo e medo. AtĂ© que confessem aquilo que o silĂȘncio tentou esconder na ironia das entrelinhas. Seguimos⊠Porque, quando duas poesias se reconhecem na palavra, quando se levantam do papiro para fluir como saliva na boca literĂĄria, elas deixam de ser apenas encontro e começam a ser crĂtica, declamação, amor e memĂłria em manifesto. E mesmo que castrem nossos dedos e tentem cegar nosso pensar, resistir, poeta, com a caneta sangrando pontos, vĂrgulas e reticĂȘncias. Ancestralidade no contemporĂąneo do porvir. Seremos eternosâŠ
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 02/10/2026
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