D'Bara Arruda

Ecos D'Africa Contos é minha história em Versos, Sentimentos, Poesias e Musica.

Textos

A vida tem balanço e encenações…
Respeitável público!

Vamos dar as boas-vindas a ele:
O pensar poético.

Repito:
Pró ético!

O show de pontos e vírgulas vai começar.

Tirem os conservadores da página,
que ele vai transgredir.
Literariamente, até o último ato
de toda a cena.

Apague a luz, desligue a câmera
e saia do conformismo.

Ação!

O bom da performance são as entrelinhas
que habitam esse mundo
chamado poesia.

Pantomima imaginária,
aquilo que os chamados homens “primitivos”
deixaram nas cavernas.

Arte?

Talvez.

A interpretação sempre pertence a quem observa.

Mas…

Deitemos nos seios rechonchudos
da inspiração
e fantasiemos uma vida.

Ah, que delícia!
De olho fechado então…

Poetar é preciso e viver faz bem.

E compre um terreno nos confins das estrofes.
Eu sempre digo isso.

Depois das entrelinhas,
é claro.

Deixar fluir da caneta entre os dedos
o que a retina descarga na mente
e do coração da gente recicla
os frutos da emoção.

Confia e segura nas mãos imaginárias.
Que elas te guiem a campos onde
metódica é a lei que a metáfora
quebra por prazer.

Um ponto seco antes de seguir.

Tem hora que a vida encosta na gente
sem bater e derrama o que a gente jurava
estar guardado no fundo.

Mas acho que a gente não é só o que cabe na caneca,
a gente é o que aprende depois de cada entornada.

Porque ninguém anda por aí carregando só mel.

Tem dia que o café sai amargo mesmo.
E tá certo.

O trago ruim
ensina a boca a achar o açúcar,
assim como a escrita nos faz
achar
os dias.

O que não cabe é erguer casa na crítica
e habitar o azedo que nos habita.

E nem fazer da consciência um dicionário
que só conjuga no gosto dos outros,
que só traduzem aplausos como educação.

Liberte-se, que será libertador.

No fim, a vida balança, derrama,
quebra umas louças pelo caminho…

E a gente?

A gente recolhe os pedaços, passa outra rodada e segue.

Porque viver é isso:
não trocar um dia de merda por uma vida inteira.

O papel de cada um nessa passagem tem sentimento, poeta.
O vício de uns é lamentar e o de outros,
respirar o ar coletivo.

O nosso vício é a escrita, poeta,
que nela eterniza a vida.

Já somos perseguidos por pensar
e eternos em transgredir.

O show tem que continuar…
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 16/10/2026
Alterado em 16/10/2026
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