

Cadeia do alimentar evolutivo.
Prosas e versos, senhoras e senhores…
Na casa das ideias, questionar é preciso, porque seu movimento nasceu da indagação. Engana-se aquele que acha que todo mundo nasce ignorante. Não se assoberbe em achar que dividir conhecimento te faz melhor que o alheio. Há coisas a aprender no desconhecimento do outro, é só prestar atenção, com uma lupa que desnuda a altivez. E olhe atentamente para seu intelecto e verá que você foi construído com fragmentos do seu entorno. Impressionante, seu mundo se abala quando uma pergunta bate à porta. Mais interessante quando ela não vem sozinha e te pergunta: Tem lugar nessa mesa para a discordância? Essa companheira que às vezes cega e outras guia. Estamos famintos… E ela quer evoluir comigo hoje nesse banquete de divergências. E a interrogação que salta à sua boca, com a irônica resposta que sempre temos pra tudo, nos confronta: Eu já sabia. Sabia nada! E aqui não vou usar o termo inocente, seria simplório demais reduzir o que chegou até a luz da explicitude. Sim! Você simplesmente especulava o acaso, brincando no quintal da imaginação com a certeza e a dúvida. Por essa nem Freud esperava. Eu sempre ri dos que perguntavam: quem nasceu primeiro? O caráter ou a ética. Para muitos seria fácil dizer desconhecimento. Mas quem te ensinou a chorar, gritar, comer e sentir? E antes que venha a resposta e me atire abaixo, desde o altar da arrogância. Respiro três vezes negando a pergunta que pauta o ar como perfume barato de preço irrisório. E talvez seja a busca por esse todo absoluto de razão, uma prosopopeia desvairada vestida de prosa poética intelectual. Talvez. Mas existe um grande aprendizado entre o vestir e o ser natural. Talvez não. Talvez depois de comermos estrofes, esperemos que o que saia da cloaca seja convergência pura. Pauso pro pensar. É saudável… O poeta é um eloquente que não mede letras ao se expressar.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 18/10/2026
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