

O homem após o confronto
A casa caiu no primeiro estalar
do açoite peculiar, e o que sai dos escombros não agradou ao senhor de engenho da modernidade. Não, eu já não sou mais o preto submisso. Entre um amor e outro. Entre uma presença e outra. Entre infância e maturidade. Entre desejo e afeto. Entre partida e retorno. Entre uma estrela e outra. Discurso e prática na moral do comportamento que você espera de mim. Memória é presente que molda o patriotismo e a realidade racial. Religião sempre esteve lá, na linguagem que define o civilizado e a brutalidade política. Deixei de ser máquina acéfala nessa colmeia em que a rainha, infectada pelo poder opressor, devora suas larvas natimortas. Depois do confronto. Não sou mais a operária. Eu sou o mel que você espera com água na boca.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 25/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |