

Aqui ninguém gosta de mim
E não deve gostar…
Por que gostaria? Não visto e nem lido Não curtido nem comentado Me pergunto: Quem sou eu nesse mar de pseudocelebridades que se arrastam como peixes em direção à luz de um flash. Caças fáceis vítimas voluptuosas dos desejos de quem por prazer consome a imagem. Vítima não! O peixe morre pela boca. Todos são famintos de atenção. Mas eu não! Não sou profuso. E nem tampouco produto. Não sou volátil, e nem tampouco palatável. Bom, por vezes reconheço que sou amargo nas linhas que deito ao papel. Mas não posso silenciar os dedos em gritar o fel que os olhos e ouvidos capturam e a mente, bebida de inspiração, digere. Não. Não me queiras mal me quer, mas não rejeites a existência da minha ideia. … Não negues que te incomodo, pois no vazio o nada preenche o espaço. Filosoficamente, é claro. O intelecto não deve ser cômodo, e a normalidade não tem que ser perpétua. Cultura que ensina não pode ser a inimiga do desenvolvimento dos infantes. Com essa opinião eu vou vestido para o baile de gala dos hipócritas. Eu me recuso à ideia de que o caos nasce do nada. O caos que fomenta, talvez! E o medo alimenta aquele que oprime e segrega, nasce do nada? Mas ninguém! Ninguém se importa. Ninguém me diz o que fazer, e nada paga minhas contas no final do mês. Por isso não sou feliz em dizer: que ninguém de mim goste, pois não quero agradar a nada. Eu já existo… Tudo bem. É só ninguém e nada mais. Relembre: do ponto de vista dos olhos, o nada não existe.
DBara Arruda
Enviado por DBara Arruda em 30/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. |